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A Zona Industrial vai triplicar (a desgraça?)

De facto, há coisas tão lamentáveis e desagradáveis que não se compreendem e que só acontecem no nosso Município e, verdade seja dita, não é só de agora, nem exclusividade deste executivo, pois já se arrasta há décadas entre executivos do PS, do PSD e do CDS-PP, os tais Partidos do “arco da governação” a quem, segundo os próprios, devemos vassalagem.

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Jorge Carvalho

Candidato autárquico pelo Bloco de Esquerda no concelho de Alijó

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Não deixa de ser paradoxal o facto de na semana em que o Sr. Presidente anunciou o projecto da vontade em triplicar a Zona Industrial alguns munícipes virem ter comigo a queixarem-se e a pedirem para eu denunciar a aflição em que vivem por quererem investir e desenvolver projectos e só sentirem dificuldades e obstáculos por parte do executivo.

Há pelo menos três investidores de grande envergadura, sendo que um deles opera à escala internacional (com multinacionais de renome), com capacidade para criar novos postos de trabalho, que protestam no silêncio da amargura das represálias por não conseguirem ver os seus projectos aprovados e, ao invés da comunicação construtiva e da cooperação gerativa anunciadas, apenas sentirem entraves burocráticos, resistências despropositadas, confrontos inoportunos e, em algumas situações, até intimidações mesquinhas provocando nos investidores o desencorajamento e a vontade em desistirem ou até mesmo a determinação para se mudarem para outras localidades onde tudo é mais simplificado e atractivo (situação que também não seria inédita, pois já alguns o fizeram no passado-recente).

De facto, há coisas tão lamentáveis e desagradáveis que não se compreendem e que só acontecem no nosso Município e, verdade seja dita, não é só de agora, nem exclusividade deste executivo, pois já se arrasta há décadas entre executivos do PS, do PSD e do CDS-PP, os tais Partidos do “arco da governação” a quem, segundo os próprios, devemos vassalagem.

O actual executivo fez do desenvolvimento e da potencialização da Zona Industrial uma das suas bandeiras eleitorais.

Ainda que estejamos do ano da transição e do benefício da dúvida, infelizmente, começamos a constatar o efeito contrário e não é só na Chã, Vila Chã e Alijó, mas também na Zona Industrial do Freixo que tem sido totalmente desprezada, quer na concepção de infra-estruturas quer na execução e ordenamento das necessidades básicas de apoio.

Não podemos reprovar a desertificação, chorar a emigração, lamentar a migração, lamuriar a falta de oportunidades e de empregos e, simultaneamente, quando temos agentes com capacidade e vontade para investirem, consentir que lhes “cortem as pernas” com a simplicidade de um sopro.

Com esta postura e estas medidas não estão só a desarmar os potenciais investidores, estão a devastar a economia local, a contribuir para acelerar ainda mais a desertificação e, mais ainda, a tolherem e a hipotecarem o futuro do nosso concelho, o mesmo será dizer, estão a arruinar o futuro das gerações vindouras.

Recuso-me a acreditar que o façam propositadamente, mas também rejeito aceitar que a falta de capacidade e visão estratégica aliada à ausência de sensibilidade ou até à sobreposição de assuntos pessoais e ou partidários sobre os benefícios comunitários, possam justificar este definhamento absurdo que, entre muitas outras maleitas, acarretarão custos de enfraquecimento estruturais que, mais cedo do que possamos pensar, se ramificarão por todos os sectores do nosso município acabando por o fragilizar ainda mais.

De uma vez por todas parem para pensar, organizem as ideias, esqueçam as questiúnculas partidárias, os traumas políticos e as vinganças pessoais e unam-se todos os esforços num só propósito: O FUTURO SUSTENTÁVEL DOS NOSSOS FILHOS.

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