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Alifeira – Balanço Final

A integração dos Sons do Parque à Alifeira afigura-se, no meu entendimento e numa primeira impressão aprovada, no entanto, talvez a localização dos stands tenha de ser revista e até mesmo, incorporada nas ruas do centro da vila, pois também muitos dos comerciantes (até alguns assumidamente do PSD e do CDS-PP), designadamente do centro histórico e da Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, contestam (e com razão) pelo facto de ficarem constantemente fora de tudo.

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Jorge Carvalho

Candidato autárquico pelo Bloco de Esquerda no concelho de Alijó

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Dando de barato a subjectividade da eleição do nome árabe (“Alijovem”, “Alicaça”, “Alifeira”, aparenta haver “Ali” tudo e no fundo não há “Cá” nada), que me parece desajustado a um evento que pretende cativar mais oportunidades de negócio através da apresentação dos produtos e serviços das nossas terras, aproveito para felicitar o executivo pelo acontecimento sem deixar de considerar que seria de todo oportuno o Município apresentar aos contribuintes um balanço rigoroso de forma a todos ficarem esclarecidos. Quantos visitantes houve? Volume de vendas e oportunidades de novos negócios aumentaram? Enfim, haverá uma série de questões que deveriam ser respondidas a bem da transparência da gestão dos dinheiros públicos.

É fundamental saber se realmente se tratou de um investimento (a rondar os 100 mil euros) com retorno efectivo para a economia local, ou se por outro lado continuamos a assistir a eventos circunstanciais e gratuitos sem substância económica nem capacidade atractiva, não passando assim de um simples gasto rígido e morto com custos para os munícipes. Quero acreditar que não, ou seja, avalio-o como um investimento saudável.

A integração dos Sons do Parque à Alifeira afigura-se, no meu entendimento e numa primeira impressão aprovada, no entanto, talvez a localização dos stands tenha de ser revista e até mesmo, incorporada nas ruas do centro da vila, pois também muitos dos comerciantes (até alguns assumidamente do PSD e do CDS-PP), designadamente do centro histórico e da Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, contestam (e com razão) pelo facto de ficarem constantemente fora de tudo. Não me parece verdadeiramente equitativo desprezarem e desampararem permanentemente estes locais. Se exigimos a descentralização à escala nacional parece-me de toda a justiça (ainda que antagónica) começarmos a lutar pela “centralização” nas ruas de Alijó.

Por sistema, em todas as localidades ou realizam os eventos num pavilhão multiusos próprio para o efeito, ou quando efectuados ao ar livre (como é o nosso caso), dispersam os stands pelo máximo possível de ruas de forma a integrá-los com a comunidade e com o comércio tradicional, concebendo assim uma harmonia económica e social mais abrangente.

Com a humildade de reconhecer que aprender é uma lição de enriquecimento contínuo, não deveremos esquecer os aspectos menos positivos de forma a não se repetirem e até conhecer o balanço final que aguardo com expectativa, destaco os aspectos positivos pela realização do evento que no seu todo se apresentou de uma forma determinada e mobilizadora, tendo certamente contribuído para que as riquezas existentes no nosso concelho possam ser partilhadas por mais pessoas e alcançarem novos mercados.

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