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Alijó Destino Turístico?! (3). Produtos Turísticos Estratégicos

Uma leitura do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, já com duas, ou quase, dezenas de anos, ou do Plano de Marketing Estratégico da Turismo do Douro, mais recente, facilmente encontramos os produtos turísticos do Douro.

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António Martinho

Natural de Santa Eugénia. Professor aposentado

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Como já se aperceberam, nesta série de artigos de opinião, tenho privilegiado trazer informação ao Alijo On, mais do que escrever opinião “strictu sensu”. Considero-a de interesse para todos, de um modo especial, para os que estão mais ligados à temática do turismo. Desde logo, os pequenos empresários. Ainda vai ser assim nesta nota. Cada um formulará as suas convicções e poderá retirar alguns dados para a sua atividade, ou para a sua análise, conforme os casos. Isto, se eu estiver a ser capaz de escrever algo de útil, claro. Oportunamente, passarei à outra fase.

Para o encadeamento das ideias, nada melhor que uma vista de olhos pelos dois artigos anteriores.

Hoje, gostaria de tratar da questão dos produtos turísticos, de que falámos, ao de leve, anteriormente. Não será preciso inventar. Uma leitura do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, já com duas, ou quase, dezenas de anos, ou do Plano de Marketing Estratégico da Turismo do Douro, mais recente, facilmente encontramos os produtos turísticos do Douro. Seguiremos este último documento, também pela credibilidade que o Professor Carlos Costa – o 1º catedrático português em Turismo – nos dá, enquanto coordenador da equipa que produziu o trabalho que seguimos.

Nele encontramos os seguintes produtos:
Turismo Natureza, – “compreende a oferta de produtos, serviços e atividades que consistem em viver experiências, interagindo com a natureza, desde a sua contemplação à prática de atividades de interesse especial em benefício da conservação da natureza e a realização de atividades desportivas.”

Turismo Cultural – define-se, na Carta do ICOMOS, “como um facto social, humano, económico e cultural irreversível, tendo por objeto central o conhecimento de monumentos, sítios históricos e artísticos ou qualquer elemento do património cultural.”

Turismo Rural – “tornou-se um setor significativo a partir de 1960, com referência estritamente às caraterísticas rurais da paisagem, traduzindo-se em atividades passivas, descontraídas e tradicionais.”

Gastronomia e Vinhos – contempla atividades como a degustação de produtos, a aprendizagem dos processos de produção, a participação em workshops, em feiras e nas colheitas, visualização de demonstrações de chefes de cozinha, visitas às atrações produtivas locais e atividades associadas ao bem-estar (vinoterapia)”.

Turismo Náutico – consiste na “realização de viagens em contacto com a água, nomeadamente, os passeios de barco, todo o tipo de atividades náuticas de recreio, em lazer ou em competição. Pode englobar a vela, o surf e windsurf, o mergulho, o remo e o cruzeiro”.

Estes são os Produtos Estratégicos Primários do Douro. Mas deve também ter-se em consideração os chamados Produtos Estratégicos Secundários, que, no Douro, são: Turismo Religioso, Turismo de Saúde e Bem-estar, Turismo de Aventura, Turismo Desportivo e Turismo de Luxo.

Os produtos estratégicos estruturam e potenciam o aproveitamento dos elementos diferenciadores e competitivos do destino, realçando os aspetos que lhe concedem autenticidade e atratividade. Naturalmente, partem dos recursos turísticos de cada destino. No Douro, a “paisagem cultural evolutiva viva”, o vinho, as gravuras rupestres do vale do Côa, os monumentos, a religiosidade, o rio Douro, a natureza, as Aldeias Vinhateiras, o artesanato são recursos a ter, forçosamente, em conta nessa definição. Naturalmente, à consideração dos responsáveis pela gestão do destino.

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