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Bienal de Gravura do Douro 2018 entre 10 de agosto e 31 de outubro

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A Bienal Internacional de Gravura do Douro  espalha entre agosto e outubro, por sete concelhos, 1.400 gravuras, de 700 artistas e 70 países e faz uma homenagem ao artista plástico José de Guimarães, informou a organização.

A Bienal Internacional de Gravura do Douro nasceu em 2001, pelas mãos de Nuno Canelas, natural de Alijó, com a ambição de descentralizar a cultura e promover a arte da gravura.

Em 2018, aquela que a organização diz ser a “única bienal de obra gráfica de Portugal”, leva ao Douro e a Trás-os-Montes artistas de todo o mundo entre sexta-feira, dia 10 de agosto, e 31 de outubro.
Na sua 9.ª edição, o evento vai homenagear José de Guimarães, nascido em 1939, e que é considerado um dos “principais artistas plásticos portugueses de arte contemporânea”, tendo uma “vasta obra na pintura, escultura e outras atividades criativas”.

Muitas das suas obras estão expostas em diversos museus Europeus, bem como nos Estados Unidos da América, Brasil, Canadá, Israel e até no Japão.

Mais recentemente, em Portugal, José de Guimarães teve um forte envolvimento com a Capital Europeia da Cultura, em Guimarães.

As exposições de homenagem ao artista plástico são inauguradas na sexta-feira, no Museu do Douro, na cidade de Peso da Régua, e no Museu do Côa, Vila Nova de Foz Côa.

A Bienal vai ter como palcos os concelhos de Alijó, Bragança, Chaves, Sabrosa, Peso da Régua, Vila Real e Vila Nova de Foz Côa, com 1.400 gravuras, de 700 artistas provenientes de 70 países, que se dispersam por 14 exposições com “inúmeras obras representativas da gravura tradicional”, mas também “muitos exemplos das renovadas tendências da gravura digital e dos novos media ao seu dispor”.

A Bienal “está alicerçada” na mais antiga região vinícola demarcada do mundo – o Douro, região laureada por dois patrimónios da humanidade atribuídos pela UNESCO e mundialmente reconhecidos quer pela sua paisagem vinhateira, quer pelo património arqueológico do vale do Côa, onde está “o maior santuário de gravura paleolítica do mundo.

A organização afirmou que a mostra “tem vencido os desafios da interioridade, da crise económica, da crise cultural, da própria crise da gravura e tem sabido manter vivos os pressupostos da arte e a autonomia da gravura no contexto da arte contemporânea”.

Para tal, considerou que “muito têm contribuído os tributos da gravura tradicional e suas alquimias seculares”, bem como “as renovadas tendências da gravura digital”.

“O campo aberto à gravura pelas novas linguagens híbridas e técnicas não tóxicas, têm projetado o seu impacto de uma forma inovadora e com a vitalidade há muito desejada nos seus domínios”, referiu.

A organização destacou, nas últimas oito edições, as exposições de homenagem a Antoni Tàpies, Paula Rego, Vieira da Silva, Octave Landuyt, Gil Teixeira Lopes, Nadir Afonso, David de Almeida, Bartolomeu do Santos ou Júlio Pomar, e a “abrangência e internacionalidade alcançada com mais de 1.000 artistas e 100 países representados de todos os continentes”.

Fonte Lusa

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