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O Passadiço do rio Pinhão

O Bloco de Esquerda de Alijó considera, desde sempre, que uma forma viável de encaminhar os turistas que chegam aos cais da vila do Pinhão é disseminá-los pelo território concelhio e pode ser também através de um percurso pedestre, natural, que corra pela área classificada como Património da Humanidade, devendo iniciar no Pinhão e terminar pelas alturas de Cheires.

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Jorge Carvalho

Candidato autárquico pelo Bloco de Esquerda no concelho de Alijó

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Poder-se-ia chamar “Trilho de Ouro”, “Trilhos do Douro, “Passadiço do Pinhão” ou até “Ecos do Torga”, foram apenas nomes de uma ideia inicial do Bloco de Esquerda de Alijó apresentado na campanha eleitoral das últimas eleições autárquicas referente à criação de um Passadiço ao longo das margens do rio Pinhão desde a sua foz até à freguesia de Sanfins do Douro.

Este empreendimento é encarado pelo BE como uma das nossas bandeiras fundamentais e a prova disso foi o facto de ter sido imediatamente defendido na Assembleia Municipal como um projecto estruturante para a dinamização do turismo no nosso concelho.

O Bloco de Esquerda de Alijó considera, desde sempre, que uma forma viável de encaminhar os turistas que chegam aos cais da vila do Pinhão é disseminá-los pelo território concelhio e pode ser também através de um percurso pedestre, natural, que corra pela área classificada como Património da Humanidade, devendo iniciar no Pinhão e terminar pelas alturas de Cheires.

Este percurso deve ser variável, podendo e até devendo, alternar entre uma e outra margem do curso fluvial do rio Pinhão, o que implica desde logo o envolvimento intermunicipal, juntando os concelhos de Alijó e Sabrosa num projecto de interesse comum.

Como todos os projetos estruturantes, o Passadiço do Rio Pinhão deverá ser concebido respeitando a natureza e considerando os recursos locais, aproveitando antigas estruturas e caminhos vicinais com história, de forma a criar um envolvimento do turista com o passado e o processo evolutivo a que esta paisagem cultural, evolutiva e viva esteve sujeita para a formação do atual território.

Sugerimos por isso – depois de vários esclarecimentos e debates com conhecedores da zona e especialistas da área -, que o percurso deverá correr por antigos caminhos entre paredes de xisto existentes no caminho mais antigo, devendo os mesmos serem recuperados e tornados circuláveis em condições de segurança.

O passadiço em madeira, tipo o tão conhecido Paiva (mas que já existem por todo o país), deverá surgir em áreas ou espaços acima das cotas de cheia e apenas onde não seja possível traçar o percurso turístico a partir da recuperação dos antigos caminhos pré-filoxéricos e pós-filoxéricos, ou dos antigos caminho de acesso a moinhos que durante o séculos XVIII, XIX e mesmo inícios do século XX, marcavam toda esta paisagem duriense.

Também as estruturas ribeirinhas, nomeadamente casas de instalações agrícolas agora em ruínas e alguns moinhos, podem ser encaixados como um recurso com história e depois de recuperados adoptarem a função pedagógica e/ou de albergues.

Para dar apenas um exemplo de como este projeto poderá ser integrado e enriquecido pela cultura local, vamos apenas aludir ao  moinho do Alfredo Moleiro, ainda hoje existente, situado na freguesia de Vale de Mendiz e cuja história serviu de base a um célebre conto de Miguel Torga.

Um projecto como este, referido aqui em traços muito gerais, tem que ter sempre o envolvimento de todos os agentes locais, começando pela força partidária que o idealizou (BE) e passando depois por todas as entidades de gestão territorial como a Câmara Municipal de Alijó, Câmara Municipal de Sabrosa, Juntas de freguesia, associações e agentes económicos locais como, por exemplo, as quintas, as unidades hoteleiras e de turismo de habitação, o alojamento local que já vão existindo ao longo deste percurso.

Este projeto é subsidiário de um outro – também bandeira do Bloco de esquerda – localizado sobre as vilas de Alijó, Sanfins do Douro e Favaios, que é o Castro do Vilarelho.

O BE defende também a  recuperação e valorização do Castro do Vilarelho como um projecto estratégico para a dinamização do turismo no centro do concelho. Uma execução de longo prazo que gere atratividade cultural sendo assim mais um local para onde os turistas podem ser encaminhados, quer por via pedonal, através do possível Passadiço do Pinhão, quer por via motora de outras partes do concelho através de autocarros.

O BE quer o melhor para o Concelho e para os seus munícipes, por isso não desiste e acredita e insiste numa intervenção de valorização deste espaço, dando-o a fruir à comunidade através de uma estratégia de intervenção de longa duração, criando um campo arqueológico com vertente científica, didáctica e empresarial a que se deverá associar um centro interpretativo e a criação da “Rota do Castrejo”.

Assim, quer o Passadiço do Pinhão quer a recuperação do Castro do Vilarelho são para nós, duas obras importantíssimas para o futuro do nosso concelho que, devidamente concebidas e em harmonia, acrescentarão uma mais-valia patrimonial, cultural, turística e económica a todo o Concelho.

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