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Redução de comboios turísticos preocupa Junta de Freguesia do Pinhão

Na sequência do anúncio da redução das viagens do comboio histórico a vapor, Sandra Moutinho, Presidente da Junta, não pode deixar de lamentar a decisão da CP numa altura em que o turismo na vila tem vindo a crescer sustentadamente e muito por via da oferta ferroviária

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A Junta de Freguesia do Pinhão mostrou-se hoje perplexa com os recentes anúncios de redução da oferta de cariz turístico no Douro e, em particular, na vila que anualmente recebe milhares de visitantes por via ferroviária.

Na sequência do anúncio da redução das viagens do comboio histórico a vapor, Sandra Moutinho, Presidente da Junta, não pode deixar de lamentar a decisão da CP numa altura em que o turismo na vila tem vindo a crescer sustentadamente e muito por via da oferta ferroviária: “há muitas pessoas que procuram a região e o Pinhão e chegam de comboio quer no serviço regular quer nos serviços turísticos – menos comboios significam menos pessoas e um impacto na economia local”.

A Presidente de Junta de Freguesia do Pinhão recorda estas últimas semanas em que a Linha do Douro esteve encerrada entre Caíde e Marco de Canaveses resultando numa redução do número de comboios de 60%: “a informação que temos dos operadores e empresários da vila e das redondezas é que estas últimas semanas com bom tempo foram desastrosas quando comparadas com outros anos”. De acordo com a autarca, a opinião dos empresários é unânime, “deveu-se ao facto de não haver comboios diretos” e conclui “se mais não fosse, por aqui fica evidente a importância do comboio na vila e na região, logo qualquer redução tem um impacto bastante importante e negativo”. Os horários são repostos a partir de hoje mantendo a oferta que existia antes do encerramento.

A redução de oferta do comboio histórico a vapor e o fim do MiraDouro deixam a autarca apreensiva: “nós já tínhamos alertado em 2018, quando o MiraDouro deixou de se realizar para o Pocinho, que bastava que os horários fossem compatíveis para que fosse um sucesso” e antevê: “a pressão sobre a oferta regular vai-se sentir e poderá haver novos problemas de sobrelotação”. Sobre o comboio histórico, Sandra Moutinho “simplesmente não percebe porque um serviço de sucesso” vai terminar aos domingos.

A Junta de Freguesia deixa ainda um apelo à CP para que venha ao terreno conversar com os autarcas e com os empresários e assim inteirar-se do impacto que este tipo de decisões têm numa economia já de si frágil e que encontrou no turismo uma forma de equilíbrio que há muito se procurava na região.

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