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Respostas Sociais-Inovação do SAD e Equipas multidisciplinares

O funcionamento do serviço SAD atual carece de uma alteração de políticas, de práticas e mesmo de mentalidades para se adaptar melhor à sociedade.

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Alexandra Magalhães

Diretora de Serviços Gerais do Centro Social, Recreativo e…

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Hoje, qualquer organização local tem de reconhecer e analisar as expectativas, os interesses, as vontades, bem como os objetivos individuais de cada utente, de modo a prestarem um serviço mais personalizado e próximo de cada um. A qualidade, a proximidade e cuidados personalizados são aspetos chave e fulcrais para o sucesso do serviço e, no momento da decisão de cada pessoa, são aspetos que pesam na tomada da decisão e o que faz os utentes e famílias optarem por determinado serviço em detrimento de outro.

De acordo com Cunha (2007), o SAD ao responder a um conjunto de situações complexas e de forma personalizada, remete-nos para a antiga questão de apenas existir um modelo do serviço, contudo, este serviço precisa de acompanhar as transformações sociais da sociedade para poder evoluir e adequar-se à realidade social atual.

O incremento deste tipo de resposta social de proximidade resultou dada a preocupação do Estado em aplicar políticas de combate aos problemas, nomeadamente, a dependência, o isolamento e, consequentemente, a solidão.

Um outro desafio que atualmente é colocado ao SAD e que já se encontra previsto no seu regulamento de prestação de cuidados, é a animação/socialização dos utentes, sendo esta uma prática inadiável para o desenvolvimento individual e comunitário. O serviço SAD terá, num futuro próximo, de tornar este serviço o mais eficaz possível para contribuir para a melhoria de qualidade de vida das pessoas, afastando assim a ideia predominante de ser essencialmente um serviço de satisfação das necessidades básicas: “Desta forma, o lazer na terceira idade consiste numa ocupação do tempo livre, isto é, realizam-se várias atividades sem obrigatoriedade e acima de tudo de livre escolha. Na terceira idade começam a surgir alterações nos interesses e também nas preferências associadas às atividades de lazer” (Rodrigues, 2011:8).

O funcionamento do serviço SAD atual carece de uma alteração de políticas, de práticas e mesmo de mentalidades para se adaptar melhor à sociedade. É também necessário incluir e alargar o serviço ao nível dos profissionais e equipas técnicas, ou seja, o ideal seria ter uma equipa multidisciplinar preparada para atenderem às diversificadas necessidades dos utentes com qualidade, fomentando assim o bem-estar das pessoas no seu meio natural de vida. Existem vários profissionais que contribuem para promoção de um envelhecimento bem-sucedido, tais como, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, médicos, animadores socioculturais, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, psicomotricistas, educadores sociais, geriatras e gerontólogos.

A qualidade de vida dos idosos não depende unicamente das condições em que vivem, mas, depende, também, dos seus projetos de vida, querem viver o seu quotidiano enquanto sujeitos e não como meros objetos de cuidados de técnicos e familiares.

Podemos concluir que numa sociedade onde se desenvolve preconceitos em relação à pessoa idosa e em que esta passou de sábia a desprovida de conhecimento e utilidade, é de extrema importância que se desenvolva um trabalho com esta população, através destas equipas multidisciplinares (Vieira, s.d.).

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