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Santuário de Nossa Senhora da Piedade

O Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Sanfins do Douro, ocupa por completo toda a extensão de um monte que se desenvolve sobranceiramente ao aglomerado urbano desta localidade duriense situada na margem esquerda do rio Pinhão.

Espaço de um antigo castro, onde ainda são visíveis alguns testemunhos estruturais dessa ocupação proto-histórica, o santuário acaba por implantar-se nos finais do séc. XVIII ou inícios do sé. XIX, sendo aqui cultuado em primeiro lugar o orago de Santa Bárbara, ao que dizem numa primitiva capela onde depois, por volta 1815, terá sido colocada outra imagem representando a virgem Maria, ou Nossa Senhora da Piedade.

É controversa a origem do Santuário e da Romaria de Nossa Senhora da Piedade. Segundo alguns, o local de devoção deveu-se a uma promessa feita por um “um desertor do Exército de Napoleão”; outros, tendo ainda por cenário as investidas napoleónicas, defendem que o santuário resultou de uma promessa coletiva “para que Deus e a Virgem Maria livrassem Portugal das invasões francesas”.

Outras fontes datam de 1829 a primeira festividade em honra de Nossa Senhora da Piedade, na altura composta por uma modesta procissão que se deslocava entre a capelinha do topo do monte e a então aldeia de Sanfins do Douro. O aumento da devoção transformou este culto num acontecimento que foi sendo repetido no segundo domingo de agosto , culminando numa tradição cujo enraizamento se processou ao longo de 200 anos, dando origem à maior romaria da Diocese de Vila Real e uma das maiores do norte de Portugal.

Mas foi sobretudo durante as décadas finais do séc. XIX que o santuário se foi estruturando de forma mais organizada. Nessa altura construiu-se uma via-sacra de que faz parte um conjunto estrutural composto por mais quatro capelas onde se observam Imagens realistas esculpidas em grandes dimensões. Estas capelinhas dispõem-se ao longo da encosta, na margem do caminho que conduz até à capela maior da padroeira, onde, lateralmente, em 1887, edificaram uma Casa de Milagres.

Associado ao culto de Nossa Senhora da Piedade surge também a história do servo Sebastião Maria, designado de servinho , ou “Santo Moleiro”, por ser essa a profissão exercida por tal pessoa durante a sua vida terrena. Conta-se que o corpo de um homem foi encontrado incorrupto e de imediato tomado como santo pela população local. Por tal motivo, o corpo do antigo moleiro foi transladado para a capela de Nossa Senhora da Piedade e aí permaneceu até hoje para veneração dos fiéis.

O “Servinho” é fonte de fé por parte dos habitantes de Sanfins do Douro e aldeias limítrofes, como testemunha a quantidade de Ex-votos que lhe são oferecidos. O “Santo Moleiro”, ou o “Servinho” repousa aos pés do Altar de Nossa Senhora da Piedade e há imensos testemunhos de graças divinas concedidas por seu intermédio.

A partir de vários substratos socias, culturais e religiosos, a romaria de Nossa Senhora da Piedade foi-se impondo regionalmente ao longo de todo o Séc. XX. No ano de 1952 apresentou-se publicamente o majestoso e atual andor da padroeira. A sua imagem pesa cerca de 10000 kg e o resto da estrutura, em madeira, é ornamentado em talha dourada com folha de ouro. No dia da procissão é transportado por grupos de 12 homens que se vão substituindo alternadamente.

Os festejos têm a duração de quatro dias, tendo uma forte componente religiosa, com procissão de velas, que se realiza da igreja matriz para o santuário, procissão de gala e missa solene. As festividades tradicionais envolvem romagens à crista do monte, fanfarras, bandas filarmónicas, grupos de “Zés Pereiras”, concertos de música popular, fogo-de-artifício e leilões de prendas.

O Atual santuário compõe-se pela Capela de Nossa Senhora da Piedade, pelas Capelinhas da Via-Sacra e pela Sala dos Milagres e Promessas. Existe ainda um café e restaurante panorâmico, um miradouro e um parque de merendas.

Localização

Horário de funcionamento

Sem horário. O acesso é livre ao santuário

    

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