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Turismo, desenvolvimento e território

Talvez, tenha chegado o tempo para se fazer um balancete intermédio sobre o que o Douro ganhou enquanto região com o turismo e o que ganharam os durienses com os eventuais lucros desse mesmo turismo

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Jorge Carvalho

Candidato autárquico pelo Bloco de Esquerda no concelho de Alijó

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Entramos no epicentro dos chavões partidários, no entanto, há evidentemente temas onde as políticas têm de intervir de uma forma sustentável.

As necessidades atuais são muito diferentes das necessidades das décadas passadas. É urgente percepcionar e antever as necessidades. Não são apenas as assimetrias regionais ou os ajustes financeiros que marcam a diferença, as diferenças das pessoas com responsabilidades sociais são determinantes para uma diferenciação positiva e um desenvolvimento sustentável.

Falamos em orçamentos, mercados financeiros, indicadores económicos e muitas das vezes esquecemo-nos do maior capital que temos – o humano, e do tesouro que mais nos enriquece – o território.
Só através da harmonia destes factores com a cultura poderemos acreditar num futuro mais promissor. A nossa indústria é a agricultura, sobretudo a viticultura, mas o “chavão” turismo, tem servido para os políticos locais darem muitas cambalhotas no vazio.

Talvez, tenha chegado o tempo para se fazer um balancete intermédio sobre o que o Douro ganhou enquanto região com o turismo e o que ganharam os durienses com os eventuais lucros desse mesmo turismo. E o que temos ainda mais para ganhar? Certamente arranjaremos resultados tão diferentes quanto os interesses de quem os encomendar. Mas é obvio, que apesar de todas as vicissitudes tão evidentes, o turismo é positivo e mais ainda necessário.

Certo é que enquanto contamos os que por cá passam, esquecemos a fuga das pessoas para o litoral, para o estrangeiro, ou até para onde foge a maior fatia dos jovens de hoje que é para a capital de distrito. É o mesmo que dizer que o nosso maior concorrente é Vila Real, quando na verdade deveria ser o nosso maior aliado.

Como vamos contrariar isto? De facto não há varinhas mágicas, mas há políticas de intervenção cirúrgicas que apostam na diferenciação e que são autênticas fábricas de engrenagem para as economias locais e por conseguinte para as gerações futuras.

É, em minha opinião, por aqui que devemos recomeçar. Pensar nas próprias pessoas enquanto garante do futuro. Investir na educação, valorizar a cultura e o património, preservar o território e depois sim, encontrar uma simbiose mais perfeita de forma a recebermos outras pessoas e a partilharmos o que é nosso.
Sem pessoas não há futuro!

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