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“Um Amor sem Tempo”, o romance de estreia de uma alijoense

Procurou incansavelmente ser feliz, buscando forças para ultrapassar barreiras de angústia e ansiedade. Nem sempre conseguiu. E mesmo quando pensava que as pequenas tempestades se haviam dissipado, nem por isso a sua vida passou a ser o paraíso

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Chama-se Olga Cardoso, é alijoense e publicou recentemente um romance. “Um Amor sem Tempo“, assim se chama a sua primeira obra, retrata a vida de uma mulher e da sua viagem na busca da felicidade.

Olga Cardoso

Olga Cardoso nasceu em Luanda , Angola, em 1969, mas regressou a Portugal ainda em pequena por causa do processo de descolonização que ocorreu com o 25 de Abril de 1974.

Criada entre Sanfins do Douro e Alijó, Olga sempre sonhou escrever um livro e enveredar pelo campo da ficção, sendo o romance o seu estilo preferido.

Trabalhou durante 27 anos na Função Pública, mas a escrita estava-lhe no sangue e ao fim de dois ensaios que ficaram na gaveta, decidiu-se por escrever “Um Amor sem Tempo”. Embora seja ficção, provavelmente muitas pessoas poder-se-ão rever neste romance.

Um Amor sem tempo “é a história que retrata a vida de Inês e da sua viagem, ora ao saber do tempo, ora remando e lutando contra ele. Idealizou que teria sempre tempo para tudo realizar, para os seus objectivos e sonhos concretizar, mesmo quando não sabia o caminho certo a seguir.

Procurou incansavelmente ser feliz, buscando forças para ultrapassar barreiras de angústia e ansiedade. Nem sempre conseguiu. E mesmo quando pensava que as pequenas tempestades se haviam dissipado, nem por isso a sua vida passou a ser o paraíso.

Inês fora sempre uma mulher rebelde, insatisfeita, alguém que nesta viagem da vida nem sempre saiu nas paragens certas. Amou, de corpo e alma, um homem. Teve algumas outras paixões e outros tantos desamores e no resto ficaram as mágoas, as recordações, as tristezas e as frustrações por não conseguir sentir-se realizada. Muitas vezes enganou-se.

Visitou locais onde lhe infligiram penas agravadas de prisão sem sequer ter cometido nenhum delito, a não ser ter derramado inadvertidamente a sua irreverência e esbanjado o seu amor por homens incompatíveis. Um amor sem tempo mostra-nos de uma forma subtil e doce, que a necessidade de amar e correspondentemente de nos sentirmos amados é indispensável para a auto-descoberta da felicidade.

Por detrás de cada um de nós, existe uma história que normalmente nunca revelamos, fazendo parte do nosso baú – são os amores desencontrados nos desamores encontrados – a nossa janela oculta no Tempo que vai passando”.

O livro tem 310 páginas, possui a produção gráfica da capa de Tiago Almeida , a paginação de Nuno Ferreira e foi editado pelo Sítio do Livro , onde poderá ser adquirido.

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